INTRODUÇÃO
Estudaremos
nesta lição que Deus cuida dos seus filhos quando estão em necessidades e
aflições (Sl40.17; 70.5; 14.6; Is 41.14; 25.4). Tanto no AT quanto no NT, a
compaixão pelos necessitados e o cuidado por eles são evidência da fé genuína
em Deus (Êx 22.22-24; Dt 10.18; 14.29; Jó 29.12; Tg 1.27). O Senhor cuida de
cada um de seus servos (Mt. 6:24-34). Aqui entra a questão: Se existem
privações, de que forma Deus trata com elas? Baseados nas Escrituras, podemos
crer que Ele nos ajuda em nossas dificuldades, pois a Bíblia apresenta os
precedentes necessários a essa certeza. Ele tem o poder de providenciar os
recursos necessários à nossa subsistência (Êx 16.15; 2Rs 4.42-44; 1Rs 17.8-16).
I
– CONCEITUANDO A PALAVRA NECESSIDADE
Segundo
o Dicionário VINE (2002, p. 815) "necessidade" no grego é a palavra "ananke" que se refere a: "dificuldade, angústia, sofrimento, dor" (1Co 7.37; 9.16; 2Co
9.7; 6.4; 12.10). A palavra grega "chreia" denota "ter necessidade de algo, precisar de alguma
coisa" (Mt
3.14; 6.8; 9.12; 14.16; Mc 14.63; Lc 5.31; 22.71; Ef 4.28; 1Ts 4.9). Já a
palavra para "necessitado" no hebraico é: "ebyon" é alguém que é
pobre
em sentido material (Êx 23.11; Jó 30.25; 31.19; Sl 132.15).
II
– DEUS NOS CONSOLA NA NECESSIDADE
O
fundamento do ensino da suficiência divina é que o Pai Celeste nos supre de
todas as necessidades (Fp 4.19). Através de sua Palavra, o Senhor demonstra
todo o seu amoroso cuidado para com os seus filhos (Sl 145.9; Mt 6.26),
provendo-lhes o necessário para que tenham uma vida digna (Gn 24.48,56). Por
conseguinte, o cristão precisa conscientizar-se que Deus jamais abandonará os
seus filhos (1 Cr 29.12).
2.1
O Senhor Deus é o nosso defensor. Ele mesmo revela ser o
refúgio (Sl
14.6; Is 25.4), o
socorro (Sl
40.17; 70.5; Is 41.14), o
libertador(1Sm 2.8; Sl 12.5; 34.6; 113.7; 35.10; cf. Lc
1.52,53) e
provedor (cf.
Sl 10.14; 68.10; 132.15).
2.2
Ao revelar a sua Lei aos israelitas, Deus mostrou-lhes também várias maneiras
de se eliminar a pobreza do meio do povo (Dt 15.7-11). Declarou-lhes, em seguida, o seu alvo
global: “Somente
para que entre ti não haja pobre; pois o SENHOR abundantemente te abençoará na
terra que o SENHOR, teu Deus, te dará por herança, para a possuíres” (Dt 15.4). Por isso
Deus, na sua Lei, proíbe a cobrança de juros nos empréstimos aos pobres (Êx
22.25; Lv 25.35,36; Dt 24.14,15; Lv 19.10; Dt 24.19-21;Lv 19.9; Lv 25.8-55).
2.3
Deus nos consola em todas as nossas dificuldades (II Co1.4a). O fato de sermos cristãos não
nos isenta de passarmos por necessidades e tribulações. “...no mundo tereis aflições...” (Jo 16.33). Por isso,
Paulo disse: “Em
tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados.
Perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos” (II Co 4.8,9).
III
– TAMBÉM DEVEMOS CONSOLAR AOS NECESSITADOS
No
NT, Deus também ordena a seu povo que evidencie profunda solicitude pelos
pobres e necessitados, especialmente pelos domésticos na fé.
3.1
Somos consolados para também consolarmos a outros. Acerca disso, Paulo diz: “...para que também possamos consolar os que
estiverem em alguma tribulação...” (II Co 1.4b). As
dificuldades que Paulo enfrentou não foram uma forma de castigo por algo que
ele havia feito, e sim, um treinamento para capacitá-lo a ajudar a outros (Pv
19,17; 21:13).
3.2
Devemos consolar com a mesma consolação que somos consolados. O apóstolo diz que devemos consolar “... com a consolação com que nós mesmos somos
consolados por Deus” (II
Co 1.4c). A palavra “consolar” aqui é “paraklesis” e significa “colocar-se
ao lado de uma pessoa, encorajando-a e ajudando-a em tempos de aflições”. “Por isso fomos consolados pela vossa
consolação...” (II
Co 7.13; Tg 2.14-17; 1Jo 3.17).
IV
– A BÍBLIA ENSINA QUE DEVEMOS AJUDAR AOS NECESSITADOS
Diversos
são os fatores que podem levar uma família a passar necessidades: desemprego,
doenças, ausência de um provedor ou descaso por parte dos responsáveis para com
seus dependentes. Lembremo-nos de que essas coisas podem acontecer tanto para
os que temem ao Senhor quanto para os que não o temem. No NT podemos observar
alguns exemplos de generosidade praticada para amenizar o sofrimento de algumas
pessoas. Vejamos alguns exemplos:
4.1
Jesus ensinou ajudar aos necessitados. Boa parte do ministério de Jesus foi dedicado aos pobres
e desprivilegiados na sociedade judaica. Dos oprimidos, necessitados,
samaritanos, leprosos e viúvas, ninguém mais se importava a não ser Jesus (Lc
4.18,19; 21.1-4; Lc 17.11-19; Jo 4.1-42; Mt 8.2-4; Lc 17.11-19; Lc 7.11- 15;
20.45-47). Ele condenava duramente os que se apegavam às possessões terrenas, e
desconsideravam os pobres (Mc 10.17-25; Lc 6.24,25; 12.16-20; 16.13-15,19-31).
4.2
Jesus espera que seu povo contribua generosamente com os necessitados (Mt 6.1-4). Ele próprio praticava o que ensinava (Jo
12.5,6; 13.29; Mt 19.21; Lc 12.33; 14.12-14,16-24; 18.22). Uma das exigências
de Cristo para se entrar no seu reino eterno é mostrar-se generoso para com os
irmãos e irmãs que passam fome e sede, e acham-se nus (Mt 25.31-46).
4.3
O apóstolo Paulo e a igreja primitiva demonstravam igualmente profunda
solicitude pelos necessitados (At
11.28-30; Rm 15.26; 1Co 16.1-4; 2Co 8;9; Rm 12.8; 1Tm 6.17-19). Vejamos o que
diz Paulo em Filipenses 4:12 “Sei
estar abatido, e sei também ter abundância; em toda a maneira, e em todas as
coisas estou instruído, tanto a ter fartura, como a ter fome; tanto a ter
abundância, como a padecer necessidade”.
4.4
Aprática da Igreja primitiva era de ajudar. Naquela Igreja os cristãos vendiam suas propriedades e
havia uma distribuição de bens entre os necessitados, “E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na
comunhão, e no partir do pão, e nas orações.” ( At 2:42).
4.5
Os macedônios. Paulo
testemunha que os macedônios fizeram tudo quanto puderam, segundo o que se
esperavam deles; atenderam aos apelos na medida de suas posses. “Cada um contribua segundo propôs no seu coração;
não com tristeza, ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria.” (II Co 9:7). Portanto em
tudo isso eles se mostravam voluntários, pedindo que participassem das
necessidades dos santos. (II Co 8:14-15; Ef 4:28; Tt 3:14).
4.6
Aprática na Igreja de Corinto. apóstolo Paulo encorajou aquela Igreja a prática de
generosidade entre os necessitados. Apesar de algumas virtudes da Igreja em
Corintio, era necessário a prática da generosidade entre os cristãos daquela
época “Portanto,
assim como em tudo abundais em fé, e em palavra, e em ciência, e em toda a
diligência, e em vosso amor para conosco, assim também abundeis nesta graça”.
(II
Co 8:7).
V
– EXEMPLOS BÍBLICOS DE COMO DEUS SUPRE AS NECESSIDADES
• Deus proveu a Israel no deserto, tanto a carne,
como o pão e a água (Êx
16.15; Sl. 78:23-29);
• Deus proveu por um certo tempo tanto o pão como a
carne ao profeta Elias (1
Re 17:2-6);
• Deus proveu a multiplicação da farinha e do azeite
da viuva de Sarepta (1
Re 17:8-16);
• Deus operou um milagre a favor da viúva de um
discípulo dos profetas (2
Re 4:1-7);
• Deus proveu comida para a multidão (Mt 14.13-21; Mc
6.30-44; Lc 9.10-17; Jo 6.1-15);
• Deus proveu as necessidades do apóstolo Paulo (Fl. 2:29-30 ; 4:15-18;
2 Cor. 9, 12; 11:9);
• Deus proveu as necessidades da igreja do primeiro
século (At
4.32, 36-37; 2Co 8.14-15; Ef 4.28).
CONCLUSÃO
Aprendemos
nesta lição, que devemos confiar em Deus independentemente de qualquer situação
em nossa vida, pois, a sua Palavra nos garante que ELE cuida de cada um de nós
(Mt. 6:25-34).
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