INTRODUÇÃO
O que significa motivação? Quais as intenções que o salvo não deve ter em seu
coração ao realizar o serviço para Deus e quais as que ele deve ter? Nesta
lição, veremos estas questões que permeiam a vida cristã. Destacaremos ainda o grande
evento do Tribunal de Cristo onde todos os salvos serão julgados pelo serviço
que desempenharam em prol do Reino de Deus aqui na terra e da recompensa que
receberão aqueles que procederam com amor e fidelidade.
I – O QUE
SIGNIFICA MOTIVAÇÃO
O dicionário diz que significa: “ato ou efeito de motivar; exposição de motivos
ou causas; conjunto de fatores psicológicos de ordem fisiológica, intelectual
ou afetiva, os quais agem entre si e determinam a conduta de um indivíduo”. Já
a palavra motivo do latim “motivu”, 'que move' quer dizer: “fim,
intuito. Fica explícito que a palavra motivação alude a intenção, propósito ou
objetivo com que fazemos as coisas. No contexto da nossa lição, diz respeito as
intenções com que executamos a obra do Senhor.
II – COMO
NÃO DEVEMOS FAZER A OBRA DE DEUS
2.1 Com
má vontade.A expressão mal do grego “kakos” quer
dizer: “tudo o que é mau em caráter, vil, desprezível”. Portanto, não podemos
fazer a obra de Deus com má vontade. O apóstolo Paulo tinha esta consciência por
isso disse: “Porque, se anuncio o evangelho, não tenho de que me
gloriar, pois me é imposta essa obrigação; e ai de mim, se não anunciar o
evangelho! E por isso, se o faço de boa mente, terei prêmio;mas, se de má
vontade, apenas uma dispensação me é confiada” (II Co
9.16,17).
2.2
Com orgulho.O Aurélio define a palavra “orgulho”
como “conceito elevado ou exagerado de si próprio; amor próprio demasiado;
soberba”. Do grego “alazonia” ou “alazoneia” que
é traduzido em (I Jo 2.16) por “soberba”. Este foi o sentimento que levou
o querubim ungido a ruína (Is 14.13-19; Ez 28.13-19). Aqueles que desejam
servir a Deus não podem fazê-lo com orgulho, pois a Bíblia nos exorta a termos
cuidado com este sentimento (I Tm 3.6; Pv 16.18,19; Tg 4.6). Vejamos dois
exemplos bíblicos de pessoas que agiram com orgulho e foram prejudicadas:
·
O Rei Nabucodonosor.Apesar de
ter sido avisado divinamente por um sonho que foi interpretado pelo
profeta Daniel, que não deveria agir impiamente e se ensoberbecer (Dn
4.4-27). Após passado um ano, este rei agiu orgulhosamente e sofreu as
consequências por isso (Dn 4.28-33).
·
O Rei Uzias. Deus o
fez prosperar enquanto este o buscou (II Cr 26.4,5), porém seu coração se
exaltou e ele intentou queimar incenso, função esta que cabia apenas ao
sacerdote (II Cr 26.16), porém mesmo sob aviso, o rei agiu loucamente e recebeu
a punição pelo seu pecado (II Cr 26.17-21).
2.3 Com o
propósito de ser visto. Nosso Senhor Jesus Cristo, preveniu
seus seguidores de não procederem como os hipócritas religiosos que entregavam
suas esmolas e seus sacrifícios com a finalidade de serem vistos pelos homens e
não por Deus, isto porque desevajam receber louvor (Mt 6.2,5; 23.5). Este foi o
terrível erro de Ananias e Safira, pois eles haviam observado como Barnabé
ficou bem visto pela congregação após doar de coração o valor da sua fazenda
para os apóstolos administrarem
(At 4.36,37), de igual modo venderam sua propriedade, no entanto, combinaram
entre si mentir quanto ao valor da venda, retendo assim parte do dinheiro,
alegando ser o dinheiro todo (At 5.2), o que resultou em sentença de morte (At
5.4,5; 5.9,10).
III –
COMO DEVEMOS FAZER A OBRA DE DEUS
Vimos acima alguns motivos que não devem permear o coração de quem serve a
Deus, todavia, veremos agora quais virtudes devem nos mover ou impulsionar ao
serviço cristão. Vejamos algumas:
3.1 Com
amor. O apóstolo Paulo diz que amor é
a principal das três virtudes cristãs (I Co 13.13), ele é também o fruto do
Espírito no cristão (Gl 5.22). Portanto, tudo o que fazemos deve ter esta
característica do fruto como motivação, senão, qualquer coisa que fazemos não
terá valor: “... e não tivesse amor, nada disso me
aproveitaria” (I Co 13.3b). Portanto, o apóstolo ainda
diz: “Todas as vossas coisas sejam feitas com amor”
(I Co 16.14).
3.2 Com
humildade. O Aurélio diz que humildade é a
virtude que nos dá o sentimento da nossa fraqueza, limitação. Portanto, o servo
de Deus que realiza a sua obra com êxito, não deve se gloriar jamais, pois
reconhece as suas militações; e que os bons resultados de tudo quanto faz
ou executa para Deus deve glorificá-lo pois o seu prazer consiste em reconhecer
a suficiência do poder do Espírito em seu trabalho e que deve proceder
humildemente como ensina as Escrituras (Pv 15.33; 18.12; 22.4; Fp 2.3; Cl 3.12;
I Pe 5.5).
3.3 Como
ao Senhor. A Bìblia nos ensina que devemos fazer
as coisas prioritariamente para Deus (Ef 6.7; Cl 3.23), isto não significa
dizer que fazendo para os homens, não estejamos fazendo para Deus (II Co 8.5).
A Bíblia deixa claro que servindo aos homens de Deus com sinceridade de coração
e não para sermos vistos, estamos fazendo para Ele (Fp 4.18). Eis alguns
exemplos:
·
Samuel servia ao Senhor e a Eli:“E o
jovem Samuel servia ao SENHOR perante Eli; e a palavra do SENHOR era de
muita valia naqueles dias; não havia visão manifesta”.
·
Eliseu servia a Elias:“Então
respondeu um dos servos do rei de Israel, dizendo: Aqui está Eliseu,
filho de Safate, que derramava água sobre as mãos de Elias”
(II Re 3.11b).
·
Priscila e Áquila serviram ao
apóstolo Paulo:“Saudai a Priscila e a Áquila, meus
cooperadores em Cristo Jesus”
(Rm 16.3).
IV
- TRIBUNAL DE CRISTO: O JULGAMENTO DAS NOSSAS OBRAS
Em (Rm 14.10), o apóstolo Paulo usa o termo grego “bema” que
quer dizer “degrau”, que originalmenteindica uma plataforma elevada, usada
pelos juízes em seus julgamentos formais.Isto ilustra o tipo de julgamento a
que serão submetidos os crentes salvos, que biblicamente é denominado de
Tribunal de Cristo (II Co 5.10). Neste tribunal, os salvos serão avaliados cada
um segundo as suas obras. A expressão “obra” do grego “ergon”significa:
“trabalho, ação, ato”. Logo, é extremamente importante ressaltar que apesar do
cristão não ser salvo pelas obras (Ef 2.8,9), ele é
salvo para as obras (Ef 2.10). Ali os remidos receberão da parte
do Senhor o louvor ou a censura que merecer. Vejamos algumas características
desse julgamento:
4.1 Esse
julgamento será meticuloso. Neste
julgamento cada um receberá “segundo o que tiver feito por meio do
corpo, ou bem ou mal”(II Co 5.10). A expressão “bem” do grego “agaton”,
quer dizer algo “espiritual e moralmente bom ou útil aos olhos de Deus”, já o
termo “mal” do grego “phaulos” significa: “sem valor,
iníquo; inclusive egoísmo, inveja e preguiça”. Nada ficará oculto (Rm
2.16). Tudo será julgado, especialmente os nossos motivos (I Co 4.5). O Aurélio
diz que a expressão “meticuloso” significa: “que se preocupa com detalhes;
minucioso, esmiuçador”. Portanto, o Senhor Jesus Cristo, julgará a
obra de cada crente pela motivação com a qual foi
feita, disto nos assegura o apóstolo Paulo: “...mas veja cada
um como edifica sobre ele” (I Co 3.10). Confira
ainda: (I Co 13.3; Cl 3.23,24; Hb 6.10).
4.2 Esse julgamento será revelador. A palavra “revelar” do grego “apokalypsis” significa “revelar, tirar o véu, descobrir”. Esta expressão implica o levantar de uma cortina para que todos possam ver o que está sendo mostrado. Segundo o apóstolo Paulo, será deste modo a avaliação da obra de cada salvo no Tribunal de Cristo: “A obra de cada um se manifestará; na verdade o dia a declarará, porque pelo fogo será descoberta; e o fogo provará qual seja a obra de cada um” (I Co 3.13). A expressão “o fogo provará” diz respeito ao crivo que as obras passarão sob o olhar de Cristo que é como chamas de fogo (Ap 1.14), que fala da sua onisciência, pois Ele tudo vê, conhece, perscruta e que diante dEle todas as coisas estão nuas e patentes (Hb 4.13).
4.2 Esse julgamento será revelador. A palavra “revelar” do grego “apokalypsis” significa “revelar, tirar o véu, descobrir”. Esta expressão implica o levantar de uma cortina para que todos possam ver o que está sendo mostrado. Segundo o apóstolo Paulo, será deste modo a avaliação da obra de cada salvo no Tribunal de Cristo: “A obra de cada um se manifestará; na verdade o dia a declarará, porque pelo fogo será descoberta; e o fogo provará qual seja a obra de cada um” (I Co 3.13). A expressão “o fogo provará” diz respeito ao crivo que as obras passarão sob o olhar de Cristo que é como chamas de fogo (Ap 1.14), que fala da sua onisciência, pois Ele tudo vê, conhece, perscruta e que diante dEle todas as coisas estão nuas e patentes (Hb 4.13).
4.2.1
Obras sem valor. O apóstolo diz que as obras
feitas com intenções erradas podem ser comparadas a “... madeira,
feno, palha” (I Co 3.12). Assim como estes materiais ao serem
colocados no fogo são destruídos, de igual modo, as más intenções por trás das
obras tornarão elas inúteis, todavia, mesmo o crente sendo reprovado pelo seu
trabalho, não deixará de ser
salvo “Se a
obra de alguém se queimar, sofrerá detrimento; mas
o tal será salvo, todavia como pelo fogo” (I Co 3.15).
4.2.2
Obras com valor. O trabalho desenvolvido pelo
salvo com motivos nobres será assemelhado a “...ouro, prata, pedras
preciosas...” (I Co 3.12). Estes elementos quando postos ao fogo,
não se destroem, porque são duradouros, por isso o apóstolo Paulo compara com
as boas obras praticadas pelos salvos, que quanto analisadas aos olhos de
Cristo não se destruirão, antes permanecerão: “Se a obra que
alguém edificou nessa parte permanecer, esse receberá galardão” (I
Co 3.14).
4.3 Esse julgamento será recompensador. Essa recompensa refere-se ao galardão, expressão do grego “misthos” que significa: “salário, arrendamento”. Somente receberão, aqueles que trabalharam com amor no serviço do Senhor em prol do Reino de Deus (Ap 22.12). Não se sabe ao certo em que eles consistem, no entanto, temos a certeza de que ultrapassará a compreensão humana (I Co 2.9).
4.3 Esse julgamento será recompensador. Essa recompensa refere-se ao galardão, expressão do grego “misthos” que significa: “salário, arrendamento”. Somente receberão, aqueles que trabalharam com amor no serviço do Senhor em prol do Reino de Deus (Ap 22.12). Não se sabe ao certo em que eles consistem, no entanto, temos a certeza de que ultrapassará a compreensão humana (I Co 2.9).
CONCLUSÃO
Vimos nesta lição, como é importante antes de executarmos alguma obra para
Deus, avaliarmos as reais intenções que nos impulsionam a fazê-la. Visto que,
ainda que a atitude seja boa, se a motivação for ruim, não receberemos a
recompensa. Todavia, se agirmos fielmente e impulsionados pelo amor, nas obras
que Deus preparou de antemão para que andássemos nelas, ouviremos o louvor que
vem de Deus (I Co 4.5).
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